Practice is about experiencing the truth of who we really are.
Practice is about being with our life as it is, not as we would like it to be.
Practice is about the clash between what we want and what is. … continue reading this entry.
Practice is about experiencing the truth of who we really are.
Practice is about being with our life as it is, not as we would like it to be.
Practice is about the clash between what we want and what is. … continue reading this entry.
Inúmeros são os seres vivos,
Faço o voto de os salvar.
Inesgotáveis são as ilusões
Faço o voto de lhes pôr termo.
Sem limite é a realidade
Faço o voto de a ver.
Inultrapassável é a via de Buda
Faço o voto de a encarnar.
Ao “viajarem
” até à China, os budas e os bodhisattvas indianos assumiram evidentemente nomes e contornos chineses. No percurso das rota da seda, as Grutas dos Mil Budas formam templos cobertos de murais que conservaram esta arte até aos nossos dias. Segundo a tradição, um monge teria tido uma visão de mil Budas rodeados de raios de luz e assim teria iniciado o trabalho da construção das grutas, que abrangeu 10 dinastias. As grutas também serviram de “armazém” para guardar manuscritos. Devemos ao taoísta Wang Yuan-lu a descoberta de muitos destes tesouros assim como a iniciativa de preservar as grutas, cerca de 1900. O famoso Sutra do Diamante, o livro mais antigo do mundo chegado aos nossos dias (impresso no séc. IX na dinastia Tang) foi descoberto nestas grutas. Este manuscrito encontra-se actualmente em Londres. Aqui está o site do projecto: Dunhuang.
Nas vielas os homens
correm para cá,
para lá,
pisando as sombras das laranjeiras.
Também os meus pensamentos
rodopiam quando não te vejo.
Mikata
Muitos percorrem muitos caminhos para concluir que tudo é sagrado. O Zen tira-nos o tapete debaixo dos pés e diz que nada é sagrado.
Quando Boddhidharma chegou à China, foi convocado para comparecer perante o imperador Wu (502-550), um patrono do budismo Mahayana. O imperador perguntou a Bodhidharma qual o mérito que este encontrava nas suas acções em prole do budismo.
- Nenhum – replicou Bodhidharma
Perplexo, o imperador indagou:
- Qual é, então, o significado das verdades sagradas?
- O vazio. Nada é sagrado.
Confuso e talvez irritado, o imperador perguntou finalmente:
- Quem é a pessoa que me está a encarar?
- Não sei – respondeu Bodhidharma.
Esta é provavelmente uma das primeiras “histórias Zen ” e as respostas dadas por Bodhidharma antecipam o estilo enigmático e abrupto dos mestres Ch’an e Zen. Facilmente detectamos neste diálogo vários koans
image: Misty Mawn
Esta sexta-feira, pelas 10h00, começaremos as sessões semanais de meditação Zen em Lisboa. Tragam roupa larga e confortável. Não cheguem depois da hora. Os principiantes que necessitam de instruções deverão chegar pelas 9h45. A sessão compreende 30 min. de meditação sentada (zazen), 5min. de meditação em andamento (kinhin) e novamente 30 min. de meditação sentada. Local: União Budista Portuguesa. Calçada da Ajuda 246, 1º Dtº, 1300-012 Lisboa.
If trees were like humans, you would see them reaching down with their branches and raking up all the leaves to hold onto them for security. Adyashanti, Emptiness dancing
Livremente traduzido: se as árvores fossem como os humanos, vê-las-íamos baixarem-se com os ramos para apanhar todas as folhas e conservá-las em segurança.
Nascemos com a Mente de Buda não-nascida. Pertence-nos desde sempre, é intrínseca à nossa própria natureza. Tudo o que existe é uma manifestação desta Mente. Nem toda a gente compreende que a sua vida é uma expressão do Não-nascido, mas cada um de nós tenta experienciar esse estado mental natural. Estamos a voltar a casa. A Mente de Buda não-nascida tem sido chamada de muitas formas – natureza de Buda, Verdadeiro Eu, verdadeira natureza, o absoluto, a Fonte – mas não há nome que a possa atingir ou descrever. Todos os nomes ficam aquém. Contudo, quando a experienciamos, vivemos um momento de reconhecimento. Saímos de casa mais cedo do que gostaríamos e com o tempo as experiências da vida afastaram-nos cada vez mais. Muitos anos passaram até compreendermos que nos perdemos. … continue reading this entry.
A Vibrar dentro do Ouvido
Há muitas Vozes
Mas na sua Origem
Está uma fonte que pode ser chamada
O Som do não-SomTakuan Soho (1573-1645)

Quando praticas Zazen, não desprezes nem te deleites nos pensamentos que surgem.
Olha simplesmente para a sua origem e reconhece que tudo o que se apresenta na tua mente ou é visto pelos teus olhos é ilusão, desprovido de realidade.
Não o receies, não o reverencies, não o ames, não o odeies.
Dizer sim é uma forma de ”deixar estar”, “deixar ser” (let be), talvez um pouco diferente de “deixar ir” (let go). “Let be”, dar lugar a que as coisas sejam como são é por vezes interpretado como passividade ou mesmo indiferença, mas é realmente o contrário. Deixar estar, dizer sim, é uma abertura, é uma inclusão, é estar pronto a agir quando for necessário. E a não-agir. Para além da prática a que Amy chamou “yes meditation” (meditação do sim), a sensei também propõe a prática dos koans. … continue reading this entry.
Convido-vos para a sessão de meditação a reiniciar no próximo sábado dia 14, às 18h, com sabor a Zen. A ideia é sentar, parar um bocado, tomar um chá calmamente, ler um texto, partilhar alguma coisa… uma palavra, o silêncio, estar bem.
Morada: UBP Rua da Restauração, 463, 2.º Porto
Em Lisboa, será em horário ainda a anunciar.
Tal como o imenso oceano tem apenas um sabor, o sabor a sal
Também o Dharma tem um só sabor, o sabor a liberdade.
Buda, Udana