Mudança de endereço

Posted: Fevereiro 17, 2011 by chumani in geral

Este blog tem um novo endereço:

http://artezenpt.wordpress.com/

Por favor actualize o seu link. Obrigada

sonho n.º 11011159

Posted: Fevereiro 16, 2011 by chumani in dia-a-dia, poesia

colocaram-me a etiqueta no pulso
sonho n.º 11011159
segui a linha amarela
no final do corredor
virei à direita
o sonho estava deitado numa maca
à espera de uma radiografia
interrogado por polícias
tinha sido atropelado por um BMW
e era fiel depositário
de uma bicicleta
muito ferida

13.02 chumani

abrigo os poemas da chuva

Posted: Fevereiro 16, 2011 by chumani in poesia

abrigo os poemas
da chuva
com a manta dos meus desequilíbrios
feita à mão:
pente das pétalas
encomendo bom vizinho
às garrafas do vento.


soigantas
Pedro


lábios vermelhos

Posted: Fevereiro 15, 2011 by chumani in arte zen, haiku, poesia zen

Rouged lips
forgotton —
clear spring water.

lábios pintados
esquecidos –
água límpida da nascente

Chiyo-ni

Não é propriamente um haiku mas…

Posted: Fevereiro 15, 2011 by chumani in poesia

depois de escrever o post anterior, recebi por email este poema do Zé Pedro, gosto sempre de o ler 🙂

das aranhas escutei
a receita de pérolas para beber
na teia das minhas asas
embrulho a rua estreita
cheira a glicíneas..


Z. Pedro

Dia de S. Valentim

Posted: Fevereiro 15, 2011 by chumani in haiku, poesia
Tags: ,

noite de chuva

deitadas no assento do carro

rosas vermelhas


tentativa de haiku:)

para publicar outros haiku neste blog, por favor enviem-nos para o meu email chumani arroba gmail ponto com

gostaria muito de os receber e de os divulgar aqui 🙂

oh morning glory

Posted: Fevereiro 11, 2011 by chumani in arte zen, poesia zen

The morning glory!
It has taken the well bucket
I must ask elsewhere for water.

Sobre este famoso poema “Oh, Morning Glory!”, D. T. Suzuki explica:

A ideia é esta: numa manhã de verão Chiyo acordou cedo e foi buscar água ao poço e deparou com um ramo de morning glory (trepadeira Ipomoea violacea) entrelaçado no balde. Ficou tão surpreendida que esqueceu tudo o resto e aí ficou em contemplação… A única coisa que conseguiu dizer foi ‘Oh, the morning glory!’  (Oh a Ipomoea! não funciona tão bem:) Não estava consciente de si ou da planta fora de si, a sua mente estava preenchida pela flor, o mundo girava em torno da flor, ela era a flor…

A primeira linha “Oh morning glory! ” não contém nada de intelectual, é o sentimento, a sensação, pura e simples, que pode ser interpretada da forma que quisermos. As duas linhas seguintes, contudo, determinam a natureza e profundidade do que está na mente da poeta: ao procurar água noutro local, deixa a flor intacta, pois está em uníssono com a realidade.

Quando a beleza se expressa em termos de budismo, é uma forma de prazer da “coisidade” das coisas. As flores são flores, montanhas são montanhas, eu sento-me aqui, tu ficas aí, e o mundo continua de eternidade a eternidade, esta é a coisidade das coisas.

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